terça-feira, 6 de setembro de 2011

Arte: transformando para a vida


“A função da arte não é de passar por portas abertas, mas a de abrir portas fechadas” (Ernst Fisher)



Libertar. Essa é a função maior que Ernst Fischer (1899-1972), poeta, escritor, filósofo e jornalista austríaco, atribuiu a arte. Em seu livro “A necessidade da arte” ele defende que embora a arte tenha seu lado mágico, a mesma deve esclarecer e provocar a ação.



Significando técnica ou habilidade, a arte é entendida como atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias. Porém, uma obra de arte não lida apenas com os sentimentos de quem faz, mas também de quem a analisa. Com característica libertadora, a arte pode estimular as pessoas a mudarem a sua visão de vida perante a sociedade. No documentário “Lixo Extraordinário”, encontramos um exemplo disso. Em uma iniciativa do artista plástico Vik Muniz, trabalhadores do Jardim Gramacho (o maior  aterro sanitário da América Latina,  ) encontram através do meio artístico uma oportunidade de alcançar objetivos.



O mestre em Literatura e Interculturalidade e doutorando em Psicologia Clínica, Taciano Valério, explica que no campo terapêutico, as manifestações artísticas são uma forma da pessoa se encontrar no mundo: “A arte quando bem conduzida pode fazer com que o sujeito comunique-se através dela. Pessoas que usam drogas, por exemplo, muitas vezes utilizam essas substâncias como forma de fugir da realidade, que até agora se manteve tão crua, difícil de suportar. A arte pode torna-se uma substituta nesse processo de fuga, libertando, não aprisionando. Ela liberta porque dá um sentindo na vida para o sujeito.”



No caso do documentário, alguns catadores foram selecionados com objetivo inicial de retratá-los utilizando os instrumentos do ofício deles: materiais recicláveis. Mas o trabalho sugere a eles uma maneira de reimaginar suas vidas fora daquele ambiente. Uma das catadoras chega a dizer: “Parei de me ver com um mulambinho e comecei a me enxergar como pessoa. Esse trabalho me fez ter vontade de mudar.”




Seja música, dança, pintura, escultura, teatro, literatura ou cinema, as manifestações artísticas mexem com a sensibilidade. Elas são mais que simples desenho em um quadro, uma simples estátua, ou uma peça teatral. Podem apresentar para o receptor um momento de reflexão que ajude na resolução de algum problema. Uhelio Gonçalves, 19 anos, artista teatral desde os dez, diz: “A essência do teatro como arte é levar o público a parar e pensar no que realmente é importante para nossa vida.” O artista também pode superar algum medo ou através do teatro, segundo ele: “Acredito que muitos quando iniciam o teatro tem medo de falar em público, de se expressar. Nele fazemos uma imensidão de exercício onde deixamos isso de lado.”



Até mesmo conflitos familiares podem ter um final feliz através do teatro (o que pode acontecer com qualquer tipo de arte): “É o que na maioria das vezes acontece. No meu caso, eu estava em um dos meus primeiros espetáculos e havia brigado com meu pai. O personagem que estava interpretando era justamente um adolescente revoltado com a família, daí parei e pensei que na história acontecia o mesmo que estava acontecendo comigo, então porque não tentar na vida real? Conversei com meu pai e deu tudo certo.”, declarou Uhelio.


Independente do meio artístico, para que haja essa liberação de sentimentos, é necessário que a pessoa realmente se envolva de maneira profunda com a arte, trazendo ela para o dia a dia. “Não podemos pensar que qualquer manifestação artística é condição de libertação. Depende de como o sujeito se relaciona com o objeto artístico”, concluiu o psicólogo Taciano.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Manhã de alegria para vítimas das enchentes em Palmares

Hoje pela manhã foi feito no 10º Batalhão da Polícia Militar, em Palmares, o sorteio de 84 casas para as pessoas que foram vítimas das enchentes do ano passado. As unidades habitacionais foram feitas com verba do governo e  terão em seu interior geladeiras doadas por um convênio feito entre a Celpe e a Caixa.

As famílias estavam vivendo em abrigos desde ano passado, debaixo de tendas de lonas doadas pelo Rotary Club Internacional, pois os lugares onde moravam foram destruídos pelas chuvas de 2010. 

Houve a assinatura de contratos, onde os moradores liberaram suas antigas residências para serem demolidas, evitando assim que elas sejam novamente ocupadas e receberam as chaves do novo lar.

“O critério para a entrega imediata das primeiras 84 unidades habitacionais é feito a partir das famílias que estão com as situações mais críticas.” informou o Superintendente da Caixa Econômica Federal, Alex Gener.

Dona Raimunda, cadeirante de 74 anos, estava muito feliz com essa conquista: “Se para quem anda estava sendo difícil, imagine para mim, que sou deficiente, que tinha que esperar meu filho para poder sair da barraca. Dou Glória a Jesus por hoje ter a minha própria casa.”

Amanhã o governador Eduardo Campos estará as 10hs da manhã realizando a inauguração oficial das casas, do Hospital Regional dos Palmares, e da Área de Segurança Integrada localizada no Batalhão da Polícia Militar.

Foto e texto de
Paula Beatriz

Estudante de Jornalismo da Favip- 1º período
paulabeatriz.jornalismo@gmail.com

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Comerciantes reivindicam novo lugar para trabalhar


Na manhã desta segunda-feira, comerciantes queimaram pneus e reivindicaram contra a forma de demolição de seus pontos comerciais localizados na Avenida José Américo de Miranda, área ribeirinha de Palmares.  

A demolição está sendo feita para melhorar o fluxo do Rio Una e evitar novas enchentes, mas não está agradando os comerciantes porque, segundo eles, não há um lugar oferecido pelo governo para que os mesmos possam comercializar seus produtos quando os prédios comerciais forem destruídos.

“Nós queremos sair da avenida, mas de maneira digna. Queremos um lugar para trabalhar. Tenho vinte funcionários fichados, como irei pagá-los?”, declarou um comerciante.

 Representantes da defesa civil foram até o local, e afirmaram que irão passar as reivindicações para a CODECIPE e o governo do estado.


PROTESTO: Comerciantes usaram faixas e queimaram pneus para reivindicações

 

Paula Beatriz
Estudante de Jornalismo da Favip- 1º período

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Após chuvas intensas, Palmares vive dia de limpeza

Extraído


Do NE10Com informação de Daniel Guedes
Moradores recebem comidas dispensadas pelos supermercados
Moradores recebem comidas dispensadas pelos supermercados
Foto: Daniel Guedes/ Blog de Jamildo
Para os moradores de Palmares, na Região da Zona da Mata Sul de Pernambuco, esta quarta-feira (4) o dia é de limpeza. Nas últimas 24 horas, a água baixou e os estragos aparentam ter sido bem menores do que no ano passado.
Em frente aos supermercados, pessoas se amontoam em filas à espera que os comerciantes liberem a comida que estragou com a invasão das águas, e há rastro de lixo e lama por algumas ruas da cidade. Tanto no comércio, quanto nas residências, as pessoas estão retirando a lama e a água que invadiram os imóveis.
É o caso da dona de casa Jeane Ferreira, de 41 anos. Apesar de sua casa ficar há cerca de um metro acima do chão, a residência foi invadida pela água. "A água subiu rápido, foi a mesma agonia do ano passado, perdi muitas coisas. Só não perdi mais porque os vizinhos ajudaram", diz a dona de casa, que ainda conseguiu salvar uma cama de casal, colchão, geladeira e fogão. Os móveis que conseguiu resgatar, estão no primeiro andar da casa do vizinho. "Só vou botar de volta o fogão, que é pra poder comer. Só vai dar pra voltar à vida normal depois que o inverno passar. Por enquanto, a gente fica nessa agonia, sem conseguir dormir", desabafa.
GOVERNADOR - O governador do Estado de Pernambuco, Eduardo Campos, esteve em Palmares na manhã desta quarta-feira (4) para conferir pessoalmente os estragos provocados pelas chuvas dos últimos dias. Antes, sobrevoou por cerca de uma hora os municípios de Vitória de Santo Antão, Moreno e Jaboatão, acompanhando a vistoria nas calhas do Rio Capibaribe e da barragem do Tapacurá. A agenda de Eduardo também previa visitas em Ribeirão e Xexéu, na Mata Sul.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Chuva faz nível do Rio Una, em Palmares, subir



É preocupante a situação de Palmares, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. A chuva não para desde a manhã desta segunda-feira (2) e o Rio Una, que corta a cidade, não para de subir. A água já beira a Prefeitura Municipal, que fica no centro. O nível do rio começou a subir desde a madrugada desta terça-feira (3).

Não há números oficiais de desabrigados ou desalojados na cidade. Os comerciantes já estão retirando os produtos de seus estabelecimentos comerciais.

O repórter Paulo Ricardo Sobral está na cidade desde às 3h. Ele relatou à nossa redação que as pessoas estão desesperadas e correm para salvar pertences temendo que aconteça o que foi registrado em julho do ano passado. Quando uma enchente destruiu principlamente parte do centro, bairro das Pedreiras e da Cohab.